Dentro da indústria de eLearning, um assunto que tem ganhado muita força e que me cativa muito é o Learning 2.0. Pretendo criar neste blog uma série de posts com as novidades e minhas expectativas sobre esse inovador e badalado assunto.
Para começar a discussão, o que é Learning 2.0?
O termo Learning 2.0 pegou carona com o termo Web 2.0, que mesmo contestado por algumas pessoas, tem um significado especial, que você pode identificar no vídeo abaixo:
Podcasts, wikis, blogs, social networks. Colaboração. Essa é a palavra chave da Web 2.0.
Apesar de o 2.0 ter raízes na em bits e bytes, a colaboração não se limita a tecnologia: as pessoas têm um instinto natural de colaborar: seja dando uma sugestão da melhor forma de cortar a grama para um vizinho ou compartilhando a sua “milagrosa receita” contra a gripe com seu amigo.
Inovador?
99% das corporações e instituições de ensino atuais praticam o clássico eLearning. Nos ambientes virtuais de aprendizagem (LMS - Learning Management System) onde esses cursos estão instalados, você encontra ferramentas de colaboração similares a de um PLE (Personal Learning Environment), termo dado ao ambiente de Learning 2.0.
E aí vem a pergunta: O que o Learning 2.0 tem de novo? Foco.
O eLearning tradicional é verticalizado. Informações de cima para baixo. Traduzem a experiência do instrutor ao aluno. Pacotes instrucionais que preparam cursandos para avaliações. E só.
Poder ao usuário. A principal causa da revolução colaborativa da web não se deu pela facilidade de distribuição de conteúdo. Ela é fruto da facilidade de autoria. O Youtube nunca seria um sucesso se você precisasse de câmera e softwares profissionais para a produção do seu vídeo. E a cada dia você encontra mais e mais ferramentas que nem precisam ser instaladas e que têm tanto ou mais poder que uma ferramenta de autoria tradicional. Os vídeos interativos do Youtube são um grande exemplo. A criatividade é o limite.
Paradigma
Dar poder ao usuário em conteúdos “educacionais” ou informativos, onde tradicionalmente rege uma visão verticalizada é uma grande quebra de paradigma. Para exemplificar, certa vez levantando um briefing com um cliente, perguntei se a colaboração entre os cursandos devia ser estimulada. Ele me respondeu que não. E acrescentou: Isto é um fator “ameaçador”!
Esse é apenas um pequeno resumo e uma visão limitada da abrangência e possibilidades do Learning 2.0. Ainda tenho muito para escrever sobre o assunto e penso que o próximo capítulo será: Diferenças entre LMS x PLE.
Colabore você também: Para você, qual a sua visão do Learning 2.0? Deixe o seu comentário.







